O que é Alzheimer

04-09-2020

O que é Alzheimer?

Entenda o que é Alzheimer, seus principais sintomas, os fatores de risco e algumas estratégias que ajudam a combater os sintomas desta doença.

 

À medida que vamos envelhecendo, várias condições começam a fazer parte das nossas rotinas: um maior cansaço, lapsos de memória, distúrbios do sono.

Porém, situações que parecem comuns devido ao próprio envelhecimento do nosso organismo podem nos causar preocupações.

E um destes fantasmas é a doença de Alzheimer, pois muitos de nós não sabemos distinguir esquecimentos mais comuns e rotineiros dos sintomas desta doença.

Por isso, no post de hoje vamos falar sobre o que é Alzheimer, seus principais sintomas, como afeta a rotina de uma pessoa diagnosticada, assim como outros pontos também relevantes.

Ficou curioso? Vamos juntos, então!

 

 

 

O que é Alzheimer?

O Ministério da Saúde explica que o Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva.

Ela se manifesta através da deterioração cognitiva e da memória de curto prazo, além de apresentar uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais que se agravam ao longo do tempo.

Ou seja, o Alzheimer se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, levando ao comprometimento progressivo das atividades de vida diária.

Aqui no Brasil, os centros de referência do Sistema Único de Saúde (SUS) oferecem tratamento multidisciplinar integral e gratuito para pacientes com diagnóstico de Alzheimer.

Além disso, há também os medicamentos que ajudam a retardar a evolução dos sintomas.

 

 

Diagnóstico de Alzheimer

Uma outra pergunta muito comum quando o tema é essa doença é sobre como é feito o diagnóstico do Alzheimer.

Quando o paciente apresenta problemas de memória, o profissional especializado utiliza como base também a identificação de modificações cognitivas específicas, além de exames físicos e neurológicos cuidadosos.

Há também o acompanhamento através da avaliação do estado mental para, assim, identificar os déficits de:

 

  • Memória;
  • Linguagem;
  • Percepção de espaço.

 

Por mais que esta doença nos traga muito receio e medo, é importante ressaltar que o diagnóstico precoce, assim como o tratamento adequado são fundamentais para aliviar os principais sintomas, assim como tentar estabilizar a progressão da doença.

Em relação a, especificamente, ao diagnóstico de Alzheimer, é importante também destacar que ele é feito por exclusão.

Além disso, a investigação inicial deve incluir a avaliação sobre depressão, além de alguns exames laboratoriais como, por exemplo, os relacionados com a função da tireoide e os níveis de vitamina B12.

 

 

Estágios da doença de Alzheimer

A doença de Alzheimer costuma evoluir para diversos estágios, de maneira gradativa, mas em ritmos diferentes de acordo com cada pessoa.

Na maior parte das vezes, esse avanço ocorre de maneira lenta.

Porém, esse avanço é considerado inexorável, ou seja, até o momento não há nada o que possa ser feito para estagnar o avanço da doença.

Desta forma, a partir do diagnóstico, a sobrevida média das pessoas acometidas por Alzheimer oscila entre 8 e 10 anos.

O Ministério da Saúde explica que o quadro clínico do Alzheimer costuma ser dividido em quatro estágios:

 

  • Estágio 1 (forma inicial): é caracterizado por alterações na memória, na personalidade, assim como nas habilidades visuais e espaciais;
  • Estágio 2 (forma moderada): neste estágio ocorre dificuldade para falar, realizar algumas tarefas simples, assim como dificuldade em coordenar movimentos. Também está presente agitação e insônia;
  • Estágio 3 (forma grave): há resistência em relação à execução de tarefas diárias, assim como também ocorre incontinência urinária e fecal. Está presente a dificuldade para comer, assim como a progressão da deficiência motora;
  • Estágio 4 (terminal): nesta fase, o paciente fica restrito ao leito, há o mutismo, dor à deglutição. Além disso, as infecções tornam-se intercorrentes.

 

 

 

Principais sintomas do Alzheimer

 

Um dos primeiros sintomas do Alzheimer é a perda da memória recente.

Porém, com a evolução desta doença, outros sintomas aparecem, tais como:

 

  • perda de memória remota (ou seja, dos fatos mais antigos);
  • irritabilidade e agressividade;
  • falhas na linguagem;
  • prejuízo na capacidade de se orientar no espaço e no tempo, ou seja, uma certa confusão mental;
  • repetição da mesma pergunta diversas vezes;
  • dificuldade para acompanhar conversas.

 

 

 

Fatores de risco para o Alzheimer e prevenção: o que se sabe

 

Um outro ponto fundamental para a adoção de uma estratégia mais assertiva é identificar alguns fatores de risco para o Alzheimer.

Quanto mais cedo esta identificação, ainda em seu estágio inicial, maiores as chances de um melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos.

Dentre os fatores de riscos, os principais são:

 

  • Idade;
  • Histórico familiar, ou seja, há estudos que apontam a relação da doença com a questão genética;
  • Baixo nível de escolaridade, pois as pessoas com maior nível de escolaridade, no geral, executam em sua rotina atividades intelectuais mais complexas, ou seja, há maior quantidade de estímulos cerebrais.

 

 

Como prevenir a doença de Alzheimer?

É importante destacar que o Alzheimer ainda não possui formas de prevenção específicas.

Porém, alguns estudos apontam que manter a cabeça ativa, assim como uma vida social mais intensa e hábitos saudáveis, é possível desacelerar o início da manifestação da doença.

Por isso, precisamos nos manter ativos e saudáveis como, por exemplo:

 

Estudar e manter a cabeça sempre ativa, seja através da leitura ou de exercícios e atividades (como caça-palavras, Sudoku, dentre outros);

  • Não fumar e nem consumir bebida alcoólica;
  • Manter uma alimentação saudável e balanceada;
  • Ter uma rotina de atividades físicas;
  • Manter uma vida social, como se reunir com amigos, realizar passeios e viagens, ir ao cinema, dentre outras atividades.

 

Apesar do Alzheimer, assim como outras doenças, estarem no nosso imaginário nos causando terror, a busca por informação de qualidade é fundamental.

E aí? Está gostando de se informar cada vez mais sobre o nosso universo da terceira idade?

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