pressão normal

28-08-2020

Pressão normal: cuidados para minha saúde

Entenda o que é pressão arterial, conheça mais sobre a saúde do brasileiro e veja o que é pressão normal, quando a pressão é considerada alta e os principais sintomas.

 

 

Muitas pessoas, quando passam dos 60 anos, começam a sofrer com problemas relacionados com a pressão.

Assim, manter uma pressão normal torna-se um grande desafio para a saúde de nós, idosos.

Por isso, o tema do post de hoje é sobre a pressão normal e cuidado com a nossa saúde.

Vamos juntos?

 

 

 

O que é pressão arterial?

Muitas pessoas têm dúvidas sobre o que o valor da pressão revela.

Assim, é necessário entender que a pressão arterial é a pressão que o sangue exerce sobre as paredes das artérias.

Se a pressão dentro dos vasos for se elevando, esses vasos precisarão se distender. Porém, os vasos sanguíneos são autorreguláveis.

O que isso significa?

Que eles se dilatam ou se comprimem de acordo com o volume de sangue circulante, de forma a manter a pressão arterial mais ou menos constante.

Porém, há um limite e se o volume de sangue diminui muito ou aumenta de forma excessiva, elas não conseguirão manter uma pressão normal, ou seja, dentro dos níveis adequados (Fonte: MD.Saúde, 2020).

 

 

Pressão normal e os níveis de referência

Assim, a pressão normal é aquela que o coração não fica sobrecarregado. Porém, os níveis de pressão arterial para adultos, idosos e adolescentes são divididos desta forma:

 

  • Pressão normal: pressão sistólica menor que 120 mmHg e pressão diastólica menor que 80 mmHg.
  • Pré-hipertensão: pressão sistólica entre 120 e 129 mmHg ou pressão diastólica menor que 80 mmHg.
  • Hipertensão Estágio 1: pressão sistólica entre 130 e 139 mmHg ou pressão diastólica entre 80 e 89 mmHg.
  • Hipertensão Estágio 2: pressão sistólica acima de 140 mmHg ou pressão diastólica acima de 90 mmHg.
  • Crise hipertensiva: pressão sistólica acima de 180 mmHg ou pressão diastólica acima de 110 mmHg.

 

 

 

Pressão normal: como está a pressão do brasileiro?

Uma pesquisa do Ministério da Saúde chamada de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2018) destacou que 60,5% das pessoas com 65 anos ou mais afirmaram ter um diagnóstico médico de hipertensão.

Ou seja, nós da população idosa temos uma maior propensão para esse tipo de problema.

 

Além disso, as capitais com maior prevalência de hipertensão foram:

  • Rio de Janeiro: 31,2%;
  • Maceió: 27,1%;
  • João Pessoa: 26,6%;
  • Belo Horizonte: 26,5%;
  • Recife: 26,5%;
  • Campo Grande: 26,0%;
  • Vitória: 25,2%.

 

Sendo as capitais com menores índices: São Luís (15,9%); Porto Velho (18,0%); Palmas e Boa Vista (18,6%).

 

Outros dados surpreendentes são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.

Em 2017, o Brasil registrou 141.878 mortes devido a hipertensão ou a causas atribuíveis a ela. Além disso, grande parte dessas mortes poderia ser evitada, sendo 37% dessas mortes podendo ser consideradas precoces, ou seja, em pessoas com menos de 70 anos de idade.

 

 

 

Principais causas que afetam a pressão normal

Manter uma pressão normal é o desejo de muitas pessoas. Porém, como vimos, na prática muitos indivíduos sofrem de pressão alta. E quais são as principais causas que levam a hipertensão?

  • Fatores genéticos;
  • Tabagismo;
  • Excesso de consumo de bebidas alcoólicas;
  • Obesidade;
  • Níveis elevados de estresse;
  • Elevado consumo de sal;
  • Níveis altos de colesterol;
  • Falta de atividade física.

 

Além disso, como já foi visto, com o avançar da idade, aumenta também o risco de sofrer problemas relacionados à pressão alta.

 

 

Sintomas da pressão alta

Os sintomas relacionados com o aumento de pressão variam com cada indivíduo. Porém, de maneira geral, têm-se:

  • Dor der cabeça;
  • Dores no peito;
  • Tonturas;
  • Visão embaçada;
  • Em alguns casos, até sangramento nasal.

 

 

Principais complicações

A pressão alta pode trazer diversas complicações para as pessoas, sendo algumas delas extremamente graves. Dentre os principais problemas que podem ser gerados pela pressão alta:

  • Arritmia cardíaca;
  • Derrame cerebral, também conhecido como AVC (Acidente Vascular Cerebral);
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Doença renal crônica.

 

Além disso, é importante destacar que a hipertensão arterial é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares, sendo elas responsáveis pelas principais causas de morte no Brasil como, por exemplo, o infarto e o derrame cerebral (Fonte: Sociedade Brasileira de Hipertensão, 2020).

 

 

 

Formas para manter a pressão normal

Na verdade, a pressão alta não tem cura.

Mas, calma, não precisa ficar angustiado. É possível adotar ações para manter a pressão controlada.

Porém, para determinar o melhor método, é necessário buscar o acompanhamento especializado médico.

 

Mas há práticas que podem ser adotadas que podem auxiliar o controle da pressão. Vamos a essas dicas?

  • Manter hábitos alimentares mais saudáveis;
  • Manter o peso adequado;
  • Diminuir o consumo de sal;
  • Praticar atividades físicas com regularidade;
  • Não fumar;
  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas.

 

Além disso, a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) destaca que, devido às ações de distanciamento social, muitas pessoas (inclusive idosos) têm evitado procurar os centros de saúde para acompanhamento da pressão.

Por isso, a recomendação é que os indivíduos acompanhem sempre a sua pressão arterial evitando, assim, maiores complicações quando a pressão fica alta.

Além disso, quem possuir aparelhos de aferição de pressão em casa, é importante fazer esse acompanhamento regularmente. Em caso de alguma alteração, entrar em contato com o médico.

 

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