relações familiares idosos

04-03-2021

Como a pandemia de coronavírus afetou as relações familiares e os idosos

Depois de um ano de início da pandemia de Covid-19, veja como ficaram as relações familiares e os idosos

 

Muita gente imaginou que, com o fim do ano de 2020, também estaria finalizado este capítulo tão cruel e doloroso da história humana: a pandemia de coronavírus.

Mas o ano de 2021 está avançando e ficou evidente que falta muito para vencermos a guerra contra o vírus. Pelo contrário: diversas capitais voltaram a fazer lockdown devido aos novos picos da doença.

E, além de toda essa tragédia sanitária, a pandemia afetou, profundamente, as relações humanas, principalmente as relações familiares e os idosos.

Por isso, o post de hoje é exatamente sobre isso: como a pandemia de coronavírus afetou as relações familiares e os idosos.

Ficou curioso ou curiosa? Vamos juntos, então!

 

 

 

Idosos: grupo de risco

 

Tanto a Organização Mundial da Saúde (OMS), quanto o Ministério da Saúde enquadram os idosos acima dos 60 anos como grupo de risco. Mas por que nós, idosos, somos enquadrados como grupo de risco?

Como o avanço da idade, o organismo diminui a capacidade de combater as infecções. Obviamente que isso acaba variando de indivíduo para indivíduo.

Mas, no geral, percebe-se que há um maior risco de agravamento da infecção pelo coronavírus em alguns grupos específicos e, dentre eles, as pessoas acima de 60 anos.

Por isso, desde o início da pandemia foi recomendado o isolamento social para diminuir as chances de contágio.

O que é uma ação correta, visto que visa proteger os mais vulneráveis. Porém, há outras consequências muito importantes: o isolamento em relação às relações familiares.

 

 

 

Isolamento e distanciamento social: o impacto nos idosos

 

O isolamento social acabou gerando muitas mudanças nas relações familiares, dentre elas o aumento de divórcios e da violência doméstica. Porém, há outras consequências menos visíveis, como os impactos para os idosos.

Muitas famílias valorizam a convivência familiar, principalmente entre avós e netos. Entretanto, com a pandemia, visto que nós somos grupo de risco, toda essa convivência familiar ficou prejudicada.

Aniversários, festas, datas especiais… todos esses momentos, para muitas famílias, foram confraternizados através de uma tela de celular. Sim, muitos idosos que não estavam antes tão conectados tiveram de introduzir as ferramentas digitais no seu cotidiano. Mas uma tela não substitui o abraço, não é mesmo?

E foi a essa realidade distante e fria que muitos idosos precisaram se adaptar para preservarem a sua saúde. Saúde física.

Mas e os impactos deste distanciamento social das relações familiares para a saúde mental da terceira idade?

 

 

 

Relações familiares: como ficam os idosos durante a pandemia?

 

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará, alguns idosos podem desenvolver transtornos mentais, principalmente aqueles relacionados à ansiedade, estresse e depressão. Dentre os motivos:

  • Vulnerabilidade social;
  • Limitação da rotina;
  • Distância dos familiares.

 

Ou seja, embora seja necessária nesse momento, a limitação da rotina do idoso pode desencadear algum transtorno.

Neste sentido, os idosos que moram com a família (seja com filhos, netos ou outros familiares) tendem a ter um maior amparo e acolhimento. Porém, esse convívio tão intenso, em um contexto no qual as pessoas estão mais sensíveis e irritadiças pode também gerar o aumento de conflitos. O segredo aqui é exercitar a paciência e a resiliência.

Já os idosos que moram sozinhos precisam ser criativos e terem muita positividade para enfrentar essa fase. A convivência familiar, principalmente com os netos, não é só boa para nós. Também é indispensável para a formação das crianças e adolescentes, em todas as idades.

Porém, a Secretaria de Saúde de Goiás faz um lembrete: isolamento não precisa ser igual a solidão. Além disso, o correto é usarmos o termo distanciamento social e não isolamento. O distanciamento físico nesse momento da pandemia é importante para a proteção e prevenção. Porém, o distanciamento afetivo não é necessário. Há formas alternativas que podem ser desenvolvidas e encontradas, envolvendo as relações familiares.

 

 

 

Distantes sim, sozinhos não: ideias criativas para estreitar as relações familiares durante o distanciamento

 

A primeira é aquela que já estamos usando desde o início da pandemia: recursos tecnológicos disponíveis, tais como as videochamadas. Não substitui os encontros familiares, mas para muitas famílias acaba sendo a única alternativa.

Uma outra forma é desenvolver antigos hábitos: que tal incentivar os seus netos a fazerem desenhos? É uma forma de se manter presente na rotina e no desenvolvimento deles.

Terceira ideia é interagir com os familiares diariamente também pelas redes sociais (e não só): vibrar com as conquistas, acompanhar a rotina… pode ser uma forma divertida de interação.

 

Além disso, cabe a nós, idosos, tentarmos encontrar formas alternativas de nos mantermos ativos dentro de casa. E cultivar uma vida equilibrada é para o corpo e para a mente. Alimentação saudável, evitar bebidas alcoólicas, manter uma rotina de atividades físicas… tudo isso ajuda a nos mantermos bem para, em breve, voltarmos a nos abraçar.

 

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